Comissões de trabalhadores querem um novo rumo para a ferrovia nacional

Linha do Oeste, Leiria. Foto: Tiago Mota
Linha do Oeste, Leiria. Foto: Tiago Mota

No passado dia 3 de Março, as Comissões de Trabalhadores da CP, IP, CP Carga e EMEF, organizaram o Fórum Ferroviário “Caminho de Ferro – Regresso ao Futuro”, nas instalações da Infra-estruturas de Portugal, no Pragal, Almada, cujas conclusões foram divulgadas a semana passada.

Num documento enviado ao PF, as comissões sugerem diversas alterações na política para o sector ferroviário. O que levou as comissões a deixarem estas ideias, foi o facto de a defesa, a valorização e o fomento do Aparelho Produtivo Nacional serem componentes importantes para o desenvolvimento do nosso país que os ferroviários desejam e necessitam. Além disso, sendo este o ano em que decorrem os 160 anos desde a chegada do comboio a Portugal, para as entidades importa reforçar a importância de uma visão integrada do Sector Ferroviário Nacional e do papel estratégico que este tem.

Posto isto, porque para os trabalhadores, o país e a ferrovia precisam de mudar de rumo, as comissões sugerem que se deve reunificar o sector ferroviário nacional, criando-se uma forte empresa pública resultante da reversão da fusão da REFER com a EP, da privatização da CPCarga e da subconcessão entregue à Fertagus. Tudo isto trairia ganhos de segurança e sinergias. Essas mesmas sinergias, segundo o relatório enviado ao PF, deixaram de existir desde a criação da REFER, em que muitas vezes o gestor da infra-estrutura tem feito que não estão de acordo com as necessidades da CP. As entidades sugerem ainda a contratação imediata de trabalhadores para os sectores operacionais, pondo fim ao recurso a empresas externas que actualmente fazem esses serviços e o investimento no desenvolvimento da nossa rede ferroviária, utilizando os recursos disponíveis (nacionais e comunitários), mas sem recorrer a privatizações, PPP’s ou subconcessões. Por fim, é sugerida a compra de novo material circulante para a Linha de Cascais e o serviço regional e a realização urgente de todas as intervenções no material circulante que têm sido adiadas.