{"id":300,"date":"2022-06-12T12:31:05","date_gmt":"2022-06-12T11:31:05","guid":{"rendered":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/?p=300"},"modified":"2024-01-16T09:54:34","modified_gmt":"2024-01-16T08:54:34","slug":"greves-a-ponta-do-icebergue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/2022\/06\/12\/greves-a-ponta-do-icebergue\/","title":{"rendered":"Greves &#8211; a ponta do icebergue"},"content":{"rendered":"\n<p>Ap\u00f3s longo interregno, retomo os textos sobre opera\u00e7\u00f5es de transportes. Com a Covid-19 para tr\u00e1s, volta a ser o momento do &#8220;business as usual&#8221; e de tratarmos de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos um per\u00edodo conturbado no sector ferrovi\u00e1rio, com as greves a sucederem-se repetidamente, e n\u00e3o s\u00f3 de sindicatos afectos ao PCP, que ainda assim volta a tentar manipular trabalhadores para compor nas ruas o que n\u00e3o consegue compor nas urnas dos dias de elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00eam sido recorrentes textos meus nas p\u00e1ginas da Trainspotter a falar da import\u00e2ncia de argumentos como a previsibilidade, a planifica\u00e7\u00e3o, a fiabilidade, a resili\u00eancia, a continuidade. S\u00e3o atributos que fazem particular sentido num transporte guiado &#8211; por defini\u00e7\u00e3o, ultra planeado &#8211; at\u00e9 porque h\u00e1 outros em que nunca competir\u00e1 &#8211; como, por exemplo, a flexibilidade. Ora a confiabilidade (palavra que chamo aqui para aglutinar todas as anteriores) continua seriamente em risco no nosso pa\u00eds, o que torna por vezes rid\u00edculas as nossas campanhas de promo\u00e7\u00e3o dos transportes p\u00fablicos. Podemos ser moralistas, podemos criticar os carros, podemos falar dos gases com efeito de estufa e podemos tirar mais um sem n\u00famero de coelhos da cartola para pedirmos \u00e0s pessoas que transitem por meios colectivos de alta capacidade, mas quando a confiabilidade n\u00e3o pode existir, ser\u00e1 um exerc\u00edcio penoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje n\u00e3o falo da falta de resili\u00eancia e redund\u00e2ncia das infraestruturas, da falta do seu desenho centrado em fiabilidade, n\u00e3o falo do material circulante que \u00e9 pobre, das compras de componentes banais que s\u00e3o atrasadas pelo minist\u00e9rio das finan\u00e7as ou de outros factores deste g\u00e9nero que v\u00e3o impactando a opera\u00e7\u00e3o diariamente, gerando frustra\u00e7\u00f5es recorrentes e oportunidades de fideliza\u00e7\u00e3o perdidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje falo das greves. As sucessivas greves que marcam o sector &#8211; apenas estiveram adormecidas no per\u00edodo da Geringon\u00e7a, o que indicia que alguns jogos partid\u00e1rios se sobrep\u00f5em \u00e0 &#8220;normalidade&#8221; da vida sindical &#8211; impedem factualmente uma aposta decisiva e um sucesso claro nas pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o do transporte ferrovi\u00e1rio. Eu n\u00e3o estou a dizer que a aposta \u00e9 boa ou est\u00e1 a ser bem feita, estou a dizer que mesmo que isso seja verdade, no final do dia temos aqui um grande icebergue a impedir a navega\u00e7\u00e3o &#8211; porque impacta a confiabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As greves s\u00e3o um sin\u00f3nimo de disfun\u00e7\u00e3o. Se sairmos do n\u00edvel macro de an\u00e1lise, encontraremos certamente infind\u00e1veis questi\u00fanculas que resumem a greve a uma sempre inevit\u00e1vel necessidade e a um meio de correc\u00e7\u00e3o de pequenos detalhes, mas eu valorizo muito mais as greves do que porventura quem as publicita &#8211; come\u00e7a aqui um paradoxo de que vos quero falar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tese, uma empresa que esteja sempre a encarar o espectro da greve, \u00e9 uma empresa com poucas op\u00e7\u00f5es de sobreviver. N\u00e3o falo dos impactos econ\u00f3micos da greve, mas algo ainda antes disso &#8211; que tipo de futuro tem uma empresa que est\u00e1 sempre a provocar os trabalhadores a ir para greve? Independentemente de justas ou injustas, tanta reinvidica\u00e7\u00e3o sindicada desta forma implica necessariamente que existe um claro problema nas rela\u00e7\u00f5es laborais da empresa, na organiza\u00e7\u00e3o do trabalho, na opera\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e nas pol\u00edticas de recursos humanos, de que a componente salarial \u00e9 apenas uma parte.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada pa\u00eds tem a sua cultura. Perguntavam-me este fim de semana se isto tamb\u00e9m acontecia no resto da Europa, dado que a generalidade dos operadores incumbidos das obriga\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o p\u00fablico s\u00e3o p\u00fablicos. E a realidade \u00e9 que a Europa se divide em duas &#8211; h\u00e1 uma parte da Europa onde as empresas serem p\u00fablicas n\u00e3o as impede serem \u00e1geis, de serem aut\u00f3nomas na gest\u00e3o dos seus recursos humanos, onde existem sindicatos e comiss\u00f5es de trabalhadores que operam apenas com as respectivas administra\u00e7\u00f5es. E depois h\u00e1 outra Europa, onde estamos n\u00f3s, onde os sindicatos s\u00f3 falam para o poder pol\u00edtico, onde as administra\u00e7\u00f5es est\u00e3o normalmente sem instrumentos de gest\u00e3o e perdidas entre a tutela pol\u00edtica que negoceia votos com os trabalhadores e os sindicatos que sabem que isso \u00e9 assim.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Portugal, no sector ferrovi\u00e1rio, existem tr\u00eas empresas de servi\u00e7o ferrovi\u00e1rio de capitais privados e que t\u00eam concess\u00f5es de servi\u00e7o p\u00fablico &#8211; Metro do Porto, Metro Sul do Tejo e Fertagus. As tr\u00eas t\u00eam a reputa\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o fi\u00e1vel, limpo, c\u00f3modo, sem grandes falhas nem greves, e com um plantel de trabalhadores genericamente satisfeito. Tamb\u00e9m j\u00e1 tiveram os seus epis\u00f3dios de lutas laborais, o que, para mim, s\u00f3 prova de que existe uma s\u00e3 normalidade que permite os movimentos bidirecionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem dois operadores ferrovi\u00e1rios, de capitais p\u00fablicos, com concess\u00f5es de servi\u00e7o p\u00fablico &#8211; Metro de Lisboa e CP. Os atributos anteriores n\u00e3o est\u00e3o geralmente associados a estas empresas, onde um certo &#8220;laissez faire&#8221; \u00e9 percebido pela generalidade dos passageiros, muitas vezes associado a greves f\u00e1ceis e ligeiras, rapidamente substituindo negocia\u00e7\u00f5es internas da empresa por negocia\u00e7\u00f5es directas com pol\u00edticos, pol\u00edticos que jogam a sua popularidade e poder e por isso n\u00e3o deviam, por defini\u00e7\u00e3o, estar a tratar de quest\u00f5es t\u00e3o internas \u00e0 empresa como as laborais.<\/p>\n\n\n\n<p>Face \u00e0 cultura do pa\u00eds e face aos arranjos pol\u00edticos que temos, a ponta do icebergue que s\u00e3o as greves apenas sublinha a falta de respeito que existe pela &#8220;coisa p\u00fablica&#8221;. A &#8220;coisa p\u00fablica&#8221; n\u00e3o tem direito a uma gest\u00e3o profissional e aut\u00f3noma, est\u00e1 recheada de &#8220;<em>boys<\/em>&#8221; e &#8220;<em>girls<\/em>&#8221; que nem o poder pol\u00edtico consegue justificar mas que vai metendo pela &#8220;porta do cavalo&#8221;, e \u00e9 deixada \u00e0 mais danosa aleotariedade por nem sequer se conhecerem os crit\u00e9rios pelos quais o Estado (n\u00f3s todos!) estamos a medir o sucesso ou insucesso do servi\u00e7o que devem entregar. Por exemplo, se forem a <a href=\"https:\/\/www.utap.gov.pt\/\">UTAP &#8211; Unidade T\u00e9cnica de Acompanhamento de projetos<\/a> conseguem at\u00e9 ver que, entre muitas outras cl\u00e1usulas, a Fertagus \u00e9 medida at\u00e9 pelo tempo que deixa os seus comboios andarem grafitados. Mas da CP, que tem a concess\u00e3o de todo o pa\u00eds, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o da linha da Fertagus, n\u00e3o s\u00e3o conhecidos sequer os indicadores mais b\u00e1sicos de todos &#8211; como as frequ\u00eancias que o Estado obriga a operar em cada corredor.<\/p>\n\n\n\n<p>Este secretismo pode parecer uma defesa da empresa p\u00fablica, mas \u00e9 todo o seu contr\u00e1rio. Quem defende que o Estado deve ter forte presen\u00e7a em sectores econ\u00f3micos como os transportes devia estar na linha da frente da total transpar\u00eancia dos crit\u00e9rios de servi\u00e7o exigidos, como devia estar na linha da frente da defesa da total separa\u00e7\u00e3o entre poder pol\u00edtico e empresarial, deixando as empresas reestruturarem-se como quiserem, chegarem aos acordos que quiserem, sendo que no fim do dia ao Estado apenas interessa o dinheiro que se comprometeu a transferir para compensar o servi\u00e7o p\u00fablico e o respeito dos objectivos de gest\u00e3o das administra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Como esta separa\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe, a CP n\u00e3o tem por exemplo a liberdade de decidir pela opera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias linhas em regime de agente \u00fanico, algo que \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel e at\u00e9 razo\u00e1vel por exemplo em servi\u00e7os suburbanos. N\u00e3o tem, porque os sindicatos de imediato sabem que podem recorrer ao poder pol\u00edtico que, mais do que uma vez, j\u00e1 reverteu as ideias da administra\u00e7\u00e3o da CP neste ponto, em tempos passados. O que sabe um ministro de turno melhor que uma administra\u00e7\u00e3o da empresa sobre o modelo operacional desej\u00e1vel para a CP?<\/p>\n\n\n\n<p>Esta enorme doen\u00e7a que se percebe pela quantidade de greves tem dimens\u00f5es muito mais pr\u00e1ticas e, digamos, infectas. As condi\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o absolutamente surreais &#8211; n\u00e3o h\u00e1 quase uma casa de banho digna onde se ir durante um intervalo entre servi\u00e7os, zonas de refei\u00e7\u00e3o est\u00e3o mal equipadas, com m\u00e1 ilumina\u00e7\u00e3o e por vezes at\u00e9 sujas, a limpeza a bordo \u00e9 sofr\u00edvel e nem sempre as dormidas fora de casa t\u00eam a dignidade que merece algu\u00e9m que est\u00e1 a dormir longe por raz\u00f5es profissionais. Eu sei que normalmente as greves n\u00e3o focam isto &#8211; mais uma prova de que os sindicatos est\u00e3o muitas vezes motivados por coisas erradas &#8211; mas \u00e9 impens\u00e1vel isto acontecer em empresas privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a Medway comprou a CP Carga, em 2016, uma das primeiras coisas que fez foi lan\u00e7ar um programa de investimento nos espa\u00e7os reservados ao pessoal da empresa. Dos escrit\u00f3rios centrais at\u00e9 aos v\u00e1rios espa\u00e7os reservados \u00e0s tripula\u00e7\u00f5es nas principais localiza\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias do pa\u00eds, foram sendo divulgadas renova\u00e7\u00f5es que inclu\u00edram at\u00e9 dormit\u00f3rios, de modo a que os trabalhadores ferrovi\u00e1rios da empresa tenham exactamente o mesmo patamar de condi\u00e7\u00f5es nos edif\u00edcios da empresa que tem um trabalhador banc\u00e1rio na mais recente ag\u00eancia de um grande banco. Porque as condi\u00e7\u00f5es laborais s\u00e3o um m\u00ednimo indispens\u00e1vel nos direitos e no respeito pelos trabalhadores. S\u00e3o a mais b\u00e1sica higiene das rela\u00e7\u00f5es internas da empresa!<\/p>\n\n\n\n<p>A quantidade de greves que se multiplicam anda acompanhada pela quantidade de revis\u00f5es dos acordos de empresa que existe na CP ou no Metro de Lisboa. E o mais incr\u00edvel \u00e9 que, apesar de tantas revis\u00f5es, as quest\u00f5es de higiene b\u00e1sicas n\u00e3o s\u00e3o endera\u00e7adas. Por aqui se v\u00ea que o sistema est\u00e1 completamente roto.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande icebergue que se esconde para l\u00e1 das greves \u00e9 uma amea\u00e7a concreta \u00e0 ferrovia em Portugal e um grande peso que cai sobre os eventuais investimentos a realizar no futuro. Que garantias podemos ter de gest\u00e3o eficaz, eficiente e \u00e1gil ap\u00f3s limpeza da d\u00edvida da CP? Que uso se far\u00e1 de material circulante moderno se o seu pessoal n\u00e3o tem sequer acesso a uma casa de banho limpa entre servi\u00e7os? Que garantia de confiabilidade temos nos servi\u00e7os ferrovi\u00e1rios se os pol\u00edticos determinam a pol\u00edtica de recursos humanos das empresas p\u00fablicas? Que efici\u00eancia existir\u00e1 na gest\u00e3o de meios com uma despropor\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande entre pessoal circulante e n\u00e3o circulante no caso das empresas p\u00fablicas?<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre disse ser agn\u00f3stico \u00e0 titularidade do capital social das empresas, desde que elas funcionem em termos familiares aos que definem o conceito de empresa. Mantenho-o, mas nem CP nem Metro de Lisboa funcionam nesses termos. Presas entre tutelas pol\u00edticas, um vasto plantel n\u00e3o circulante e sindicatos do tempo da outra senhora, o que entregam ao pa\u00eds tem sido imprevisibilidade, pouco foco no servi\u00e7o ao cliente e pouca aud\u00e1cia comercial e operacional. N\u00e3o me parece que nada disto seja resolvido com um perd\u00e3o de d\u00edvida, com comboios novos ou com linhas novas, porque isto est\u00e1 codificado no <em>software<\/em> das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que temos finalmente um edif\u00edcio institucional que nos d\u00e1 seguran\u00e7a quanto \u00e0 presta\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico &#8211; o contrato assinado pela CP em 2020 \u00e9 de 10 anos, com prorroga\u00e7\u00e3o de mais 5 em caso de aquisi\u00e7\u00e3o de comboios &#8211; devemos deixar para tr\u00e1s os fantasmas que ligavam a propriedade p\u00fablica do capital \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico, realidade que ali\u00e1s nunca impediu Fertagus ou Metro do Porto de prestarem um servi\u00e7o de excel\u00eancia, v\u00e3o j\u00e1 para mais de 20 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A CP viveu mais de 100 anos em m\u00e3os privadas e construiu este pa\u00eds. N\u00e3o havendo em Portugal outra forma de desligar o poder pol\u00edtico do poder sindical, nem de permitir a empresas p\u00fablicas de serem verdadeiras empresas, talvez tenhamos de devolver a CP \u00e0 condi\u00e7\u00e3o onde mais sucesso teve, garantindo que as obriga\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o p\u00fablico permanecem.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de termos um pa\u00eds que se prepara para por finalmente dinheiro nos comboios e que portanto espera retorno, tamb\u00e9m os milhares de funcion\u00e1rios da CP merecem saber o que \u00e9 trabalhar numa empresa a s\u00e9rio, onde o m\u00e9rito seja compensado, onde as carreiras n\u00e3o sejam um edif\u00edcio sovi\u00e9tico inamov\u00edvel e onde a agilidade desafie diariamente a ir de encontro ao mundo l\u00e1 fora e alargar as fronteiras da empresa &#8211; at\u00e9 para competir fora de portas. Portas que podem abrir reavalia\u00e7\u00f5es salariais bem mais c\u00e9leres e vis\u00edveis do que as que o Estado pode tolerar, realidade por exemplo avistada tamb\u00e9m na Medway, ap\u00f3s a privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem vir nas greves mais epis\u00f3dios conjunturais, est\u00e1-se a esquecer do atraso sistem\u00e1tico a que as condi\u00e7\u00f5es que propiciam estas greves est\u00e3o a condenar a CP e, por arrasto, o meio ferrovi\u00e1rio. Independentemente do dinheiro que jorre para o sector. Quem est\u00e1 verdadeiramente preocupado com a empresa e a sua continuidade, deve ser o primeiro a querer perceber que arranjos institucionais podem permitir a sua sobreviv\u00eancia porque, como est\u00e1 e a continuar assim, ser\u00e1 uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 a CP ser outra TAP, e poder vir a enfrentar o seu fim. Nada do que vemos como resultado da opera\u00e7\u00e3o da CP permite pensar que a empresa ser\u00e1 algo menos que rebentada em tr\u00eas tempos mal surjam na rede as condi\u00e7\u00f5es para promover concorr\u00eancia de outras empresas &#8211; a CP est\u00e1 sentada em cima de um mercado muito lucrativo, mas \u00e9 s\u00f3 at\u00e9 chegar algu\u00e9m mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Disse recentemente no Podcast &#8220;Sobre Carris&#8221; que se a direita pensava faltar ao debate da necessidade mais investimento em infraestruturas ferrovi\u00e1rias, ent\u00e3o mereceria perder. Digo tamb\u00e9m que se a esquerda pensar faltar ao debate da independ\u00eancia real e total das empresas de transportes, ent\u00e3o est\u00e1 a provar que s\u00f3 o sector privado pode funcionar neste pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s longo interregno, retomo os textos sobre opera\u00e7\u00f5es de transportes. Com a Covid-19 para tr\u00e1s, volta a ser o momento do &#8220;business as usual&#8221; e de tratarmos de vida. Vivemos um per\u00edodo conturbado no sector ferrovi\u00e1rio, com as greves a sucederem-se repetidamente, e n\u00e3o s\u00f3 de sindicatos afectos ao PCP, que ainda assim volta a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[42],"class_list":["post-300","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-operacoes","tag-institucional"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":310,"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300\/revisions\/310"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}