{"id":677,"date":"2024-07-25T11:06:53","date_gmt":"2024-07-25T10:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/?p=677"},"modified":"2024-07-25T11:12:02","modified_gmt":"2024-07-25T10:12:02","slug":"exploracao-da-alta-velocidade-modelos-de-negocio-comboios-concorrentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portugalferroviario.net\/politicas\/2024\/07\/25\/exploracao-da-alta-velocidade-modelos-de-negocio-comboios-concorrentes\/","title":{"rendered":"Explora\u00e7\u00e3o da alta velocidade &#8211; modelos de neg\u00f3cio, comboios, concorrentes"},"content":{"rendered":"\n<p>O ministro Pinto Luz esteve no parlamento a responder a perguntas de deputados e a resposta que mais eco teve focou-se na redu\u00e7\u00e3o da encomenda de comboios de alta velocidade por parte da CP, que ultimamente havia subido esse n\u00famero para 16. O ministro justificou com a necessidade de n\u00e3o saturar o mercado e promover a concorr\u00eancia &#8211; <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2024\/07\/24\/pinto-luz-nao-quer-cp-monopolista-ou-maioritaria-na-exploracao-de-servicos-da-alta-velocidade\/\">Pinto Luz n\u00e3o quer CP \u201cmonopolista ou maiorit\u00e1ria\u201d na explora\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os da alta velocidade \u2013 Observador<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Esta resposta, cujo \u00e2mbito foi determinado pela pergunta, naturalmente, mostra a necessidade do Estado clarificar bastante mais do que isto relativamente ao que ser\u00e1 a pegada p\u00fablica na explora\u00e7\u00e3o da alta velocidade &#8211; onde o n\u00famero de comboios \u00e9 apenas a nota de rodap\u00e9, uma consequ\u00eancia, e n\u00e3o uma vari\u00e1vel. Ter\u00e1 sido a primeira vez onde o ministro caiu ou se deixou cair numa simplifica\u00e7\u00e3o excessiva do t\u00f3pico. De facto, n\u00e3o parece ser \u00f3bvio que o n\u00famero de comboios determine a quota de mercado do operador &#8211; qu\u00e3o mais f\u00e1cil seria a gest\u00e3o comercial se assim fosse! &#8211; e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nada \u00f3bvio que as vari\u00e1veis que realmente contam estejam a ser consideradas na prepara\u00e7\u00e3o da oferta p\u00fablica que existir\u00e1 em cima das infraestruturas de alta velocidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Modelos de Explora\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Operar alta velocidade \u00e9 um mundo completamente \u00e0 parte &#8211; sendo certo que num mercado como Lisboa &#8211; Porto at\u00e9 uma agressividade comercial inexistente e uma opera\u00e7\u00e3o em ru\u00ednas conseguir\u00e1 ser vi\u00e1vel, \u00e9 do maior interesse do pa\u00eds que a oferta que por ali existir\u00e1 seja o mais competitiva poss\u00edvel, o mais diversificada poss\u00edvel, para que consiga uma capta\u00e7\u00e3o transversal de procura e assim permita a m\u00e1xima rentabiliza\u00e7\u00e3o da infraestrutura. O operador p\u00fablico, hoje em dia virtualmente monopolista, \u00e9 necessariamente a pedra mais importante da equa\u00e7\u00e3o, e aquela que pode ser instrumental de um ponto de vista de planeamento central &#8211; o governo da Na\u00e7\u00e3o tem por isso obriga\u00e7\u00e3o de pensar ou exigir pensamento do operador p\u00fablico sobre o que se seguir\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente dos modelos de explora\u00e7\u00e3o, existem algumas vari\u00e1veis que s\u00e3o cr\u00edticas: modernidade e conforto das composi\u00e7\u00f5es, regularidade e consist\u00eancia (baixa vari\u00e2ncia) da qualidade da oferta, modela\u00e7\u00e3o din\u00e2mica de pre\u00e7os e servi\u00e7o ao cliente. Qualquer modelo de neg\u00f3cio tem de conseguir assegurar estas dimens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para existir um plano de neg\u00f3cio, tem de existir uma no\u00e7\u00e3o do que \u00e9 o mercado. O mercado est\u00e1 hoje bem mais complexo, exige uma actividade comercial muito mais intensa e muito mais competente do que h\u00e1 anos atr\u00e1s. H\u00e1 quem viaje por necessidade profissional, quem o fa\u00e7a para conseguir ter mais actividades de lazer, quem esteja de passagem pelo pa\u00eds em turismo, quem procure regressar a casa ao fim de semana, e por a\u00ed fora. N\u00e3o se conquistar\u00e1 quem anda de autocarro com pre\u00e7os proibitivos, mesmo que permitam refei\u00e7\u00f5es ao lugar, nem se conquistar\u00e1 quem anda de carro com um servi\u00e7o de fraca consist\u00eancia e com uma vari\u00e2ncia no n\u00edvel de servi\u00e7o que o atire para a dimens\u00e3o do imprevis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a primeira quest\u00e3o que o Estado devia responder n\u00e3o \u00e9 propriamente quantos comboios de alta velocidade a CP vai ter, mas antes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Qual a real autonomia que a empresa tem ou ter\u00e1, e qual o aval que o Estado est\u00e1 disposto a dar no normal risco de neg\u00f3cio que existe em qualquer actividade?<\/li>\n\n\n\n<li>Qual o plano de neg\u00f3cios que a CP certamente j\u00e1 elaborou, que modelos de explora\u00e7\u00e3o est\u00e3o previstos, que previs\u00e3o de fluxo consagra e que rotas entrar\u00e3o no dom\u00ednio da alta velocidade?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A n\u00e3o exist\u00eancia de alguma destas defini\u00e7\u00f5es implica que n\u00e3o existe prontid\u00e3o para investir em comboios. Nem numa empresa p\u00fablica, obrigada a gerir bem os dinheiros que s\u00e3o de todos os portugueses, nem numa empresa privada, que nunca arriscar\u00e1 um investimento de centenas de milh\u00f5es de Euros sem aprovar um plano de neg\u00f3cios concreto e um n\u00edvel de risco que possa ser aceit\u00e1vel por todos &#8211; decisores da empresa, mas tamb\u00e9m accionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, a discuss\u00e3o sobre comboios, podendo ser uma resposta directa a uma pergunta directa, \u00e9 muito menos do que \u00e9 exig\u00edvel e \u00e9 do interesse do governo de desviar a aten\u00e7\u00e3o para o verdadeiro tema substancial. At\u00e9 porque n\u00e3o parece brilhante querer limitar a oferta de uma empresa porque sim &#8211; o mercado, em concorr\u00eancia, \u00e9 que decidir\u00e1 que quota de mercado cada operar ter\u00e1, com base nos m\u00e9ritos do servi\u00e7o. E ponto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Concorr\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>O panorama da concorr\u00eancia em Portugal parece mais ou menos assegurado, mas das manifesta\u00e7\u00f5es de interesse \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o vai alguma dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o se percebeu ao certo o que a B-Rail vai fazer, depois de j\u00e1 ter pedido canais hor\u00e1rios e ter acenado com a perspectiva de adquirir comboios Talgo convencionais para a rede existente. A empresa est\u00e1 h\u00e1 algum tempo a anunciar ao mercado que adquirir\u00e1 comboios de alta velocidade, mas para j\u00e1 parece mais um &#8220;agarrem-me sen\u00e3o eu vou comprar comboios&#8221;, do que uma real concretiza\u00e7\u00e3o de um programa de explora\u00e7\u00e3o comercial. A sua demora, em linha com a da CP, pode criar um atraso face ao momento em que o primeiro tro\u00e7o de alta velocidade esteja j\u00e1 constru\u00eddo. Ainda assim, a B-Rail tem uma grande for\u00e7a a seu favor, e que esteve na origem do pedido dos canais hor\u00e1rios originalmente &#8211; a ideia de utilizar o comboio para concentrar os grandes fluxos que hoje rolam na rede expressos, comprimindo tempos e custos, e fazendo o rebate dos servi\u00e7os nos grandes n\u00f3s ferrovi\u00e1rios, em Lisboa e Porto. \u00c9 uma vantagem de partida muito significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que a Iryo (Trenitalia + Mare Nostrum) tem interesse em operar em Portugal, e tem ali\u00e1s um projecto aprovado na Comiss\u00e3o Europeia para estender a sua rede de alta velocidade at\u00e9 \u00e0 Galiza e a Portugal, tendo j\u00e1 manifestado o interesse de adquirir comboios bi-bitola para alargar a sua rede.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m a Renfe, at\u00e9 nas palavras do actual ministro espanhol encarregue da pasta, est\u00e1 interessada em entrar em Portugal. O know-how muito significativo que tem na opera\u00e7\u00e3o deste tipo de servi\u00e7os e uma frota em crescimento permitir\u00e3o \u00e0 Renfe entrar num prazo muito reduzido de tempo, sem as preocupa\u00e7\u00f5es de tempos de setup que CP e B-Rail enfrentam, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo que todos os potenciais concorrentes j\u00e1 listados t\u00eam \u00e9 uma capacidade comercial totalmente actualizada e profissional, uma grande experi\u00eancia na opera\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em permanente evolu\u00e7\u00e3o e com um <em>time-to-market<\/em> em acelera\u00e7\u00e3o, tal como est\u00e3o a acelerar as mudan\u00e7as nas expectativas dos clientes. Parece ser claro que todos ter\u00e3o uma relativa facilidade em criar servi\u00e7os competitivos, assim confirmem investimento em comboios e demais estrutura.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os comboios<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o esperem encontrar nesta sec\u00e7\u00e3o grandes coment\u00e1rios ao n\u00famero de unidades necess\u00e1rias para a CP &#8211; n\u00e3o acho de todo que seja o ponto nesta fase.<\/p>\n\n\n\n<p>Como um resumo das anteriores sec\u00e7\u00f5es, o que o Governo e CP t\u00eam de pensar \u00e9 se est\u00e3o preparados para gerir uma realidade totalmente nova &#8211; pode-se vingar na alta velocidade com o status quo existente na CP, mas o que se consider\u00e1 um sucesso \u00e9 um patamar de procura e de rentabilidade muito acima do que tem hoje o Longo Curso.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>H\u00e1 uma m\u00e1quina comercial e de marketing de alto n\u00edvel capacitada para ouvir os potenciais clientes?<\/li>\n\n\n\n<li>Existe capacidade de adapta\u00e7\u00e3o de oferta e da rela\u00e7\u00e3o com o cliente em espa\u00e7os de tempo curtos?<\/li>\n\n\n\n<li>Est\u00e1 a m\u00e1quina operacional preparada para entregar um servi\u00e7o com uma vari\u00e2ncia muito baixa nos seus principais crit\u00e9rios &#8211; ex. pontualidade, regularidade, limpeza, informa\u00e7\u00e3o ao cliente?<\/li>\n\n\n\n<li>Est\u00e3o definidos os eixos para oferta com recurso a servi\u00e7os puramente AV (at\u00e9 300 km\/h) e os eixos para ofertas interm\u00e9dias (eventualmente a 220, com os actuais Alfas)?<\/li>\n\n\n\n<li>S\u00e3o conhecidos os segmentos de clientes a atrair em cada um dos eixos?<\/li>\n\n\n\n<li>Existe estabilidade empresarial para focar a estrutura no hiper competitivo mundo da alta velocidade?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Daqui podem sair fundamentalmente tr\u00eas cen\u00e1rios:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Operar com o status quo;<\/li>\n\n\n\n<li>Criar uma empresa subsidi\u00e1ria apenas focada no Longo Curso\/AV;<\/li>\n\n\n\n<li>Atrair um parceiro para uma joint-venture, em empresa subsidi\u00e1ria e com atrac\u00e7\u00e3o de capacidades que a CP n\u00e3o tem.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Depois desta defini\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica &#8211; cujo racional j\u00e1 tem de existir ao dia de hoje &#8211; ent\u00e3o sim, far\u00e1 sentido ir ao n\u00edvel t\u00e1ctico e formalizar o plano de neg\u00f3cios, que d\u00e1 origem \u00e0 necessidade de comboios. Em tempos recentes creio que se falava em 12 comboios, antes dos 16 que ultimamente foram anunciados pela CP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde est\u00e1 o foco<\/h2>\n\n\n\n<p>De tudo o que explico acima, o que realmente interessa saber neste momento \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Qual \u00e9 o modelo empresarial que o Estado preconiza, com a CP, para a opera\u00e7\u00e3o p\u00fablica de alta velocidade? Qual dos tr\u00eas modelos e porqu\u00ea?<\/li>\n\n\n\n<li>Que servi\u00e7os est\u00e3o projectados no plano de neg\u00f3cios para a opera\u00e7\u00e3o p\u00fablica de alta velocidade?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais as expectativas de tr\u00e1fego e retorno associado, que devem estar vis\u00edveis no c\u00e1lculo do investimento necess\u00e1rio?<\/li>\n\n\n\n<li>Tem a CP um plano de neg\u00f3cios atractivo o suficiente para se financiar autonomamente, ou tem o Estado que intervir? Este \u00faltimo caso \u00e9 um alerta vermelho de algo que n\u00e3o est\u00e1 suficientemente maduro \/ comprovado, pois CP e Estado h\u00e1 muito que dizem que a CP vai ser aut\u00f3noma na aquisi\u00e7\u00e3o de um parque para a alta velocidade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde me parece que est\u00e1 a virtude<\/h2>\n\n\n\n<p>Eu descartaria por completo a possibilidade da CP operar com o status quo, parecendo-me essencial construir uma nova estrutura totalmente adaptada e projectada para os desafios espec\u00edficos da alta velocidade e das muitas oportunidades que traz consigo. Precisa de uma estrutura orientada para o neg\u00f3cio, \u00e1gil e pequena, capaz de dominar as tend\u00eancias do mercado, l\u00ea-las e transpor para a opera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o me parece que uma CP como existe esteja capacitada para maximizar a rentabilidade social e econ\u00f3mica que a aposta que estamos a fazer nas infraestruturas justifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Dada a dificuldade de assegurar que uma nova estrutura, subsidi\u00e1ria, esteja de imediato formatada e orientada para a nova miss\u00e3o, diria que seria pelo menos de tentar recolher o interesse de algum parceiro estrat\u00e9gico para a cria\u00e7\u00e3o de uma joint-venture &#8211; no fundo, uma entidade empresarial subsidi\u00e1ria da CP e participada por outro parceiro. O que a Iryo \u00e9 em Espanha \u00e9 um modelo altamente virtuoso e que d\u00e1 uma resposta r\u00e1pida e cabal \u00e0s v\u00e1rias dificuldades que a CP ter\u00e1 para se apresentar no mercado com a mesma frescura e adaptabilidade que empresas como Renfe, SNCF ou Trenitalia se apresentam &#8211; e isto de facto n\u00e3o tem nada a ver com ser p\u00fablica ou privada, as empresas simplesmente se foram desenvolvendo de forma (bem) diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com condi\u00e7\u00f5es de sucesso reunidas, acredito que a seguir se possa olhar com mais confian\u00e7a para um plano de neg\u00f3cios &#8211; qualquer que ele seja &#8211; e confirmar uma encomenda de comboios. N\u00e3o sei se ser\u00e3o 12 ou se ser\u00e3o 16, sei que o ministro Pinto Luz (ou a CP) ainda n\u00e3o deu qualquer informa\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds que permita perceber se o Estado sabe para onde est\u00e1 a caminhar neste assunto. E essa \u00e9 a prioridade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro Pinto Luz esteve no parlamento a responder a perguntas de deputados e a resposta que mais eco teve focou-se na redu\u00e7\u00e3o da encomenda de comboios de alta velocidade por parte da CP, que ultimamente havia subido esse n\u00famero para 16. 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