Crise diretiva na FS

Está aberta a crise diretiva na italiana FS, a companhia ferroviária estatal. Em desacordo com o projeto de privatização que o governo socialista italiano se prepara para concretizar, a direção da companhia demitiu-se em bloco. Na passada segunda-feira, dia 23 de Novembro, o governo italiano reunido em conselho de ministros aprovou a privatização de 40% do capital da empresa pública.

A ideia do governo italiano é o de vender 40% do capital e forçar a entrada da FS em bolsa, no que se espera ser a primeira etapa de um futuro controlo maioritário do capital por privados. A FS opera em mais de 16.000 quilómetros de vias férreas em Itália e tem uma presença crescente fora de portas através de diversas participações e parcerias com empresas de outros países.

Comboio Trenitalia, na estação de Verona.
Comboio Trenitalia, na estação de Verona.

Da FS fazem parte várias empresas, entre as quais a RFI, gestora da rede, a Trenitalia, operador ferroviário e a Italferr, uma empresa de engenharia. Em 2014, o grupo apresentou um lucro de 303 milhões de Euros, tendo sido a 10ª empresa mais lucrativa do país. O grupo emprega praticamente 70.000 pessoas no país.