PEV também pede reposição imediata do ramal da Lousã

O PEV apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução para a reposição do serviço ferroviário no ramal da Lousã e a sua operação pela CP, repondo a situação original antes do fecho para obras de conversão, nunca concluídas, no âmbito do Metro do Mondego.

O projeto defende o aproveitamento das obras já realizadas para um serviço ferroviário de qualidade – com efeito, a plataforma de via sofreu tratamento integral, várias estações ficaram praticamente com renovação concluída, entre outras obras importantes como nas obras de arte do antigo ramal.

Esta opção opõe-se à intenção do PS de instalar um serviço de BRT – Bus Rapid Transit, desconhecendo-se nesta altura de que forma o governo receberá esta iniciativa e como votará o grupo parlamentar do PS. À esquerda, a opção defendida pelo PEV vai também de encontro ao já publicamente defendido por PCP e BE.

Para defesa desta reposição urgente, o PEV alega a necessidade de corrigir os desequilíbrios provocados pela falta de solução de mobilidade para as populações atingidas e ainda pela eficiência e conforto que o modo ferroviário pesado permite em deslocações suburbanas. A aptidão para poder voltar a ter transporte de mercadorias é também um ponto importante defendido no projeto de resolução, que afirma ainda a disponibilidade de fundos europeus e os desafios climáticos como relevantes para a tomada de decisão.