APA dá luz verde a minério de Moncorvo

A Agência Portuguesa do Ambiente emitiu um parecer favorável condicionado de impacto ambiental ao projeto de exploração mineira de Torre de Moncorvo, assegurado pela MTI.

A estação do Pocinho tem tido o tráfego de mercadorias em decadência, mas será revigorada com o minério de Moncorvo.
A estação do Pocinho tem tido o tráfego de mercadorias em decadência, mas será revigorada com o minério de Moncorvo.

No que toca aos transportes, a opção final é o recurso à ferrovia e à rodovia, tendo sido descartada a opção fluvial pelas condicionantes existentes nomeadamente no terminal da Régua. O minério será transportado por via rodoviária entre as minas e o porto de Leixões, mas também entre as minas e a estação do Pocinho, para encaminhamento por via férrea.

Tendo em conta a quantidade de camiões vazios que entram em Portugal, as rodoviárias apresentaram custos de frete quase tão baixos como o comboio, o que tornou esta opção uma realidade para complementar a oferta ferroviária que, segundo os estudos, apresenta uma capacidade insuficiente devido às condicionantes da linha do Douro.

Além de estar pedida a renovação e capacitação da linha do Douro para tráfegos de mercadorias mais regulares, o parecer da APA sublinha que devem ser tomadas medidas para assegurar os tráfegos em tração elétrica nos troços em que tal seja possível (atualmente, Caíde – Leixões, a breve trecho Marco Canaveses – Leixões), de modo a limitar nomeadamente os efeitos sonoros para a envolvente ferroviária.

Segundo o relatório, que cita a CP Carga, a ferrovia deve iniciar o transporte com duas ida e volta por dia, 360 dias por ano, a que acrescem os camiões diretos Moncorvo – Leixões. A MTI já pressionou a Infraestruturas de Portugal para avançar com a expansão na capacidade disponível na linha do Douro, pois com a subida da atividade em Moncorvo será crítico que o modo ferroviário possa também ele aumentar substancialmente a capacidade de absorção de tráfego.