85 M€ para a linha Covilhã – Guarda

Estação de Maçaínhas, que não terá serviço comercial mas que verá passar diante de si uma linha renovada.
Estação de Maçaínhas, que não terá serviço comercial mas que verá passar diante de si uma linha renovada.

Com financiamento comunitário incluído, a reabertura da linha Covilhã – Guarda, pertencente à linha da Beira Baixa, deverá ascender a cerca de 85 milhões de Euros. As obras arrancam no início de 2017 e devem estar concluídas no 2º trimestre de 2018.

Encerrado em 2009, o troço será vital para oferecer uma redundância à linha da Beira Alta, possibilitando ainda o escoamento de tráfego de mercadorias entre Vilar Formoso e o Sul do país, contribuindo para o descongestionamento das linhas da Beira Alta e do Norte até ao Entroncamento.

Todas as obras de arte do troço, muito numerosas, serão reconstruídas pois as existentes estão em avançado estado de degradação e não têm capacidade para se compatibilizarem com o tráfego pesado previsto. O troço será eletrificado, contará com sinalização automática e sistemas de segurança compatíveis com ETCS, promovendo a interoperabilidade.

Com especial relevância para o tráfego de mercadorias, nas imediações da estação da Guarda será construída uma concordância que permitirá aos comboios circularem entre a Covilhã e Vilar Formoso, sem necessidade de entrarem na estação da Guarda para inverterem o sentido da marcha, como sucedia até 2009.

Além de permitir o tráfego de mercadorias internacional via Beira Baixa, o fecho da malha da Beira Interior permitirá também abrir o importante corredor interior Castelo Branco – Guarda, onde poderão vir a circular comboios Intercidades de e para a Guarda, via Beira Baixa.

A conclusão desta obra poderá revelar-se fundamental para as fases finais de renovação da linha da Beira Alta, onde não está posta de parte a necessidade de encerrar temporariamente alguns troços enquanto decorrem as obras na plataforma de via.