EMEF avalia recuperação de locomotivas 2600

Locomotiva 2601 num serviço de mercadorias, em 2008.
Locomotiva 2601 num serviço de mercadorias, em 2008.

A EMEF está desde a semana passada a inspeccionar duas locomotivas da série 2600, abatidas ao serviço no início de 2011. O destino das mesmas deverá passar pelo aluguer a uma empresa de transporte de mercadorias, visto que para necessidades próprias as locomotivas 2600 não têm cabimento pelo facto da sua velocidade máxima (160 km/h) ser incompatível com os únicos serviços que a CP mantém com locomotivas elétricas (os Intercidades, a 200 km/h).

As locomotivas 2600 foram gradualmente afastadas pela CP Longo Curso até ao final de 2010 devido à harmonização da velocidade máxima dos comboios Intercidades (200 km/h) e pela CP Carga até ao final de Janeiro de 2011, estando desde então resguardadas no Entroncamento.

Do lote de 21 locomotivas construídas, duas estão inutilizáveis – 2621 (desmontada para revisão geral que acabou por não acontecer, cedeu equipamentos a outras locomotivas) e 2625 (teve uma avaria grave em 2009 e face ao desinvestimento na série ficou a ceder peças a outras locomotivas). Das restantes 19, as 10 locomotivas que entre 2007 e 2011 foram alvo de transformação para circulação em unidades múltiplas (emparelhamento de locomotivas conduzidas por um único maquinista) estiveram sempre e ainda estão de reserva ao serviço comercial, com as restantes 9 disponíveis para venda ou abate.

O tráfego de mercadorias em evolução poderá possibilitar o regresso ao ativo de uma série que neste tipo de serviço em particular estava reputada como fiável. Chegou mesmo a haver a possibilidade de revisão em alta das tabelas de carga admissível perante as boas prestações observadas.