Presidente da CP confiante da rentabilidade do serviço Alfa Lisboa – Guimarães

O Presidente da CP, Manuel Queiró, a sair da automotora 4003, na estação de Guimarães
O Presidente da CP, Manuel Queiró, a sair da automotora 4003, na estação de Guimarães. Foto de Tiago Mota.

No passado dia 1, Domingo, a estação de Guimarães viveu um momento histórico. Pela primeira vez, o serviço Alfa Pendular chegaria à Cidade Berço. A automotora que fez a estreia, a 4003, trouxe até à estação vimaranense diversos convidados ilustres e alguns altos responsáveis da CP – Comboios de Portugal.

Como não podia deixar de ser, o Presidente da CP, Manuel Queiró viajou naquela composição desde Coimbra-B até à estação terminal. No final da viagem, o responsável máximo da operadora ferroviária falou aos jornalistas. Primeiro discursou durante uns breves minutos e depois respondeu às perguntas da comunicação social. Durante o seu discurso, afirmou que aquele era o momento adequado para que o serviço Alfa passasse a servir as localidades da Trofa, Santo Tirso e Guimarães, porque a transportadora estava “a corresponder ao sensível aumento da procura de passageiros dos últimos anos” na Linha de Guimarães e nos serviços que o operam na mesma. De seguida, prosseguiu dizendo que “a própria CP tem interesse comercial em fazer este tipo de serviço para estas cidades”. Isto porque este “vai evidentemente ter rentabilidade positiva”.

Questionado pelos jornalistas sobre se é possível reduzir ainda mais o tempo de viagem entre Guimarães e Lisboa, fazendo-se alterações de traçado na via, o presidente da CP respondeu que “Isso é tudo possível. Eu não vou inaugurar nenhum debate nem fazer afirmações acerca de políticas de investimento”. E prosseguiu dizendo que a CP interfere muito no planeamento nacional, “procura interferir porque é do interesse de todos”. No entanto, “com a actual infra-estrutura, nós estamos a fazer o máximo que podemos”.

Quanto à pergunta feita pelo Portugal Ferroviário se a CP está a preparar mais alterações na oferta de longo curso, Manuel Queiró admitiu que a empresa está a preparar “juntos dos poderes da tutela governamental” a possibilidade de nos próximos anos a mesma poder investir ao nível de material circulante mais moderno”. Nessa altura, afirmou o responsável o desenvolvimento do longo curso será positivamente afectado. No entanto, no curto prazo a empresa não deverá anunciar mais alterações nesses serviços. Sobre o ponto de situação em que está o aluguer de material circulante a Espanha, o mesmo disse que a empresa não tinha mais informações a dar e quando tivesse algo de concreto a anunciar o faria.