Linha de Cascais sem solução à vista

Comboio urbano na linha de Cascais.
Comboio urbano na linha de Cascais.

O parlamento foi palco esta semana de importantes esclarecimentos do Ministro das Infraestruturas Pedro Marques a propósito de algumas das situações mais preocupantes na rede ferroviária.

A situação da linha de Cascais esteve longe de ser uma questão em foco na audição parlamentar mas acabou por merecer do titular da pasta um esclarecimento de que atualmente não existem planos para intervir na linha de Cascais. Pedro Marques esclareceu que os problemas existentes na linha carecem de investimentos cuja escala não é suportável, no curto prazo, pelo Estado português.

O Governo pensa ser necessário intervir em tudo: renovação da linha, reeletrificação, novo material circulante, ligação desnivelada à linha de Cintura e até uma hipotética duplicação da linha de Cintura até Campolide. E, para isto, os montantes envolvidos impedem a calendarização da sua execução. A intenção de integrar os investimentos no quadro do Plano Juncker parece comprometida segundo o que foi partilhado pelo ministro.

Entre outros assuntos, o ministro referiu que não existe também um plano para a linha da Lousã por não ter sido candidatada a fundos europeus pelo governo anterior. Como titulares anteriores, Pedro Marques comprometeu-se apenas a pensar em soluções…

Confirmadas ficaram a eletrificação das linhas do Algarve (toda a extensão) e Oeste (Meleças – Caldas da Rainha) e o concurso para obras no troço Covilhã – Guarda para ser aberto ainda este ano. O Ministro acredita que a reabertura deste troço será vital para viabilizar as intervenções mais pesadas na própria linha da Beira Alta, onde interdições totais de tráfego são previsíveis.