Prejuízos caem 37% na CP

A CP comunicou hoje à CMVM os resultados do primeiro semestre de 2016, onde se destaca uma melhoria de 37% no resultado líquido face a igual período de 2015. Se em 2015 a empresa tinha perdido 118,6 milhões de Euros nos primeiros seis meses do ano, este ano perdeu 74,2 milhões de Euros.

A melhoria de resultados foi sustentada por uma forte melhoria dos resultados operacionais (54%, de -58,6M€ para -27,2M€), muito embora os resultados da atividade de transportes tenha passado de +1,5M€ para -0,5M€. A empresa registou um aumento de 1,2% nos passageiros transportados, graças ao forte crescimento registado no Longo Curso (+10,6%, para 2,85 milhões) e nos urbanos do Porto (+2,2%, para 10,3 milhões). Ao todo, a empresa transportou no primeiro semestre mais de 56 milhões de pessoas.

Da análise do relatório e contas consolidado destaca-se a redução de 23% nos encargos financeiros, que representaram 46M€ no primeiro semestre deste ano.

Dentro do grupo, a EMEF terminou o primeiro semestre com 1,5M€ de lucro, muito sustentado pelo aumento de 13% nos trabalhos de manutenção, compensando a queda de 7% dos trabalhos de reparação. A empresa reforçou os seus quadros com 45 pessoas no último ano.

A Ecosaúde apresentou um ganho de 20 mil euros, a Fernave um prejuízo de 157 mil euros e a SAROS um ganho de 197 mil euros.

Em geral, e após a saída da CP Carga do universo CP (hoje Medrail, pertença da MSC), todas as empresas do grupo alcançaram um crescimento nos proveitos que contribuiu para a melhoria dos resultados. O ativo do grupo caiu 4% para pouco menos de 700 milhões de Euros enquanto que o passivo caiu para 9%, cifrando-se agora em 3.555 milhões de Euros. Tudo somado, o capital próprio da empresa continua negativo e é agora de 2.856 milhões de Euros.

A principal contribuição para a queda do ativo foi a sua depreciação, havendo a registar uma depreciação de 2,3 milhões de Euros decorrente do abate de material circulante. O saldo em caixa diminuiu também 6,9 milhões de Euros, havendo ainda componentes de comportamento misto como os inventários do grupo (essencialmente aumentados na EMEF) e impostos diferidos.