Duas propostas apresentadas para o troço de Alta velocidade entre Oiã e Coimbra

A Infraestruturas de Portugal (IP) recebeu duas propostas no âmbito do concurso público internacional para o segundo troço da futura Linha de Alta Velocidade entre Porto e Lisboa, que ligará Oiã a Coimbra. O procedimento, com um preço-base de 1,6 mil milhões de euros, terminou na passada segunda-feira, tendo as propostas sido abertas esta terça-feira.

Uma das candidaturas foi apresentada pela Lusolav, consórcio constituído pela Mota-Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto. O agrupamento volta assim a concorrer ao troço Oiã-Coimbra, depois de ter sido o único concorrente no primeiro concurso lançado para esta empreitada.

A segunda proposta foi submetida por um consórcio liderado pela construtora espanhola Sacyr, que integra ainda as empresas DST e Alberto Couto Alves.

Segundo a Infraestruturas de Portugal, concluída a fase de apresentação de propostas, o júri do concurso procederá agora à publicação da lista de concorrentes na Plataforma de Compras Públicas, seguindo-se a fase de análise e avaliação de candidaturas.

É de recordar que este é o segundo concurso lançado para o troço Oiã-Coimbra, depois de o procedimento anterior não ter chegado à adjudicação. Na altura, a única proposta apresentada pela Lusolav foi rejeitada pelo júri por prever o desvio da futura estação de Coimbra-B para Taveiro, solução que não correspondia ao projeto definido pela Infraestruturas de Portugal.

Relançado em dezembro de 2025, o novo concurso introduziu diversos ajustamentos técnicos ao projeto, incluindo uma redução do traçado em cerca de 11 quilómetros, passando o troço aa terminar em Coimbra, em vez de se prolongar até Soure, mantendo, contudo, o preço base de 1,6 mil milhões de euros.