Foi noticiado nos últimos dias pela Trenvista a possibilidade de a breve trecho se iniciarem comboios regulares entre Lisboa e Madrid, diurnos, permitindo eliminar uma insuficiência que se prolonga desde 2020. Ao mesmo tempo, arrancaram em Espanha marchas de autorização dos maquinistas extremenhos às locomotivas 334, locomotivas diesel essenciais para a operação dos comboios rebocados previstos para tal operação, o que parece confirmar que está em marcha a preparação operacional da Renfe para tais serviços.
No entanto, do lado português a interminável autorização da linha Évora – Caia continua sem fim à vista e entretanto o ministério em resposta aos deputados do partido Livre confirmou que o processo se arrasta, mencionando de forma algo excêntrica factores relacionados com segurança – furtos de materiais de sinalização e não só – como causas para o atraso. Foi no entanto sempre visível no terreno o evidente atraso das empreitadas de sinalização, comunicações e da própria subestação de tracção do Alandroal, e a realidade é que aparte ensaios dinâmicos de catenária que aqui foram também notícia, os habituais procedimentos de autorização de uma linha deste tipo, de maior visibilidade, continuam por realizar.
Assim sendo, a linha Évora – Caia caminha para o 10º ano de construção / não abertura e poderá ser um obstáculo à retoma rápida de serviços entre as duas capitais, parecendo pouco provável que a CP se interesse por alguma operação temporária via linha do Leste, cujo desvio e falta de locomotivas diesel nacionais à altura do desafio parecem ser desmotivadores para tal operação.
Connectez-vous pour participer.