A Renfe anunciou em comunicado que após a reunião com o sindicato de maquinistas, confirma medidas adicionais para travar a sensação de insegurança que os repetidos problemas com os comboios Talgo S106, modelo Avril, têm apresentado – o último episódio que obrigou à paragem dos 106.011 e 106.015 voltou a ampliar os receios sobre a fiabilidade e segurança destes comboios de alta velocidade.
Entre as muitas medidas elencadas pela Renfe, destaca-se a continuidade da substituição dos bogies de bitola fixa pelos bogies de bitola variável, que têm apresentado melhor comportamento, além da compra de novos bogies de bitola fixa para substituir todos os que tiverem de continuar em serviço. Além do mais, as inspecções superficiais aos bogies passam a ser feitas a cada 5.000 quilómetros apenas, ou algo como duas vezes por semana, tendo sido estudado que do momento do aparecimento de uma fissura até representar potencial problema de segurança estima-se em 38.000 quilómetros o percurso percorrido necessário.
O investimento para salvar esta frota essencial – a mais recente que a Renfe adquiriu – vai ainda abranger um ensaio de partículas magnéticas em todos os comboios Avril e o equipamento de um sistema de detecção de fissuras em tempo real em todos os bogies, para além de facultarem acesso aos maquinistas a todos os processos de investigação que têm sido conduzidos por Talgo, Renfe e universidades.
A Renfe termina o comunicado sublinhando que mantém pressão sobre o fabricante para endireitar esta problemática série.
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