
A reposição da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa deu um passo decisivo com o arranque das obras de estabilização no talude que cedeu muito perto da estação de Barca da Amieira. A intervenção decorre numa das zonas mais sensíveis do traçado, onde um deslizamento de terras obrigou à suspensão total do tráfego desde fevereiro, conforme aqui noticiado.
As imagens mostram a dimensão do aluimento e a operação montada para recuperar a plataforma ferroviária.

Foi criado um acesso temporário, aberto na encosta, para permitir a chegada de maquinaria pesada ao ponto exato da derrocada. Este caminho, escavado de raiz, tornou possível transportar materiais, posicionar equipamentos e trabalhar diretamente na base do talude — algo que, segundo o Portugal Ferroviário, era um dos maiores desafios logísticos da operação.


Foi instalado um estaleiro temporário junto à antiga Cascalheira da Barca da Amieira, um local com história na engenharia da região. Foi daqui que, décadas atrás, saíram cascalho e areia utilizados na construção das barragens do Fratel e da Pracana. Ainda hoje são visíveis as plataformas onde os camiões eram carregados e as grandes reservas de cascalho que permanecem no terreno.
A escolha deste espaço para estaleiro é estratégica: proximidade ao local da intervenção, acessos já existentes e disponibilidade de materiais.

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